As competências socioemocionais da BNCC e como elas aparecem na escola
Descubra como as cinco competências socioemocionais da BNCC aparecem no cotidiano da escola e fortalecem a aprendizagem.
Gestores
Publicado em 12/02/2026
Atualizado em 12/02/2026
Tempo de leitura de 12 minutos
A escola é, acima de tudo, um espaço de convivência. É onde se aprende a pensar, a sentir, a agir e a se relacionar com o outro. Nesse cenário, a educação socioemocional ganha um papel essencial: ela ajuda os estudantes a desenvolverem habilidades que vão muito além do conteúdo acadêmico, preparando-os para os desafios da vida.
Mas, afinal, o que é a educação socioemocional, por que ela é tão importante e como ela pode ser aplicada na prática? Vamos entender juntos.
A educação socioemocional é o processo de desenvolvimento de competências que permitem reconhecer, compreender e gerenciar as emoções, estabelecer relações saudáveis e agir com empatia e responsabilidade.
Em outras palavras, ela une a razão e a emoção. Ajuda o estudante a lidar com seus sentimentos, compreender o outro e reagir de forma equilibrada diante das situações que possam ocorrer no dia a dia.
Essa é uma abordagem que reconhece que o ser humano aprende de forma integral. Assim, educar socioemocionalmente significa cuidar das dimensões cognitiva, emocional, social e física de cada um.
Portanto, promover a educação socioemocional é formar pessoas completas, que aprendem a aprender, a conviver e a respeitar.
Vivemos tempos de constantes transformações. As crianças e os adolescentes são desafiados diariamente por novas realidades, e a escola é chamada a preparar seus estudantes para o mundo com maior sensibilidade, equilíbrio e propósito.
Dessa forma, a educação emocional se torna fundamental, contribuindo para que os alunos:
Como já pudemos entender um pouco acima, a importância da educação socioemocional vai muito além da sala de aula. Ela engloba as diversas vertentes do desenvolvimento humano e é uma abordagem que estimula o processo de autoconhecimento e, consequentemente, aumenta a capacidade do autocontrole, a autoconfiança, a autonomia, entre outras habilidades intrapessoais.
Ou seja, ao desenvolver as competências, estamos capacitando os estudantes a enfrentarem os desafios da vida com maior resiliência, construindo relacionamentos saudáveis e se tornando cidadãos mais conscientes e equilibrados.
Mais do que preparar para provas, a educação socioemocional prepara para a vida, e esse é o seu maior valor.
O principal objetivo da educação socioemocional é formar pessoas conscientes de si e do mundo, capazes de se relacionar com empatia, respeitar diferenças e agir com responsabilidade.
Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a educação socioemocional está diretamente ligada às Competências Gerais da Educação Básica, que envolvem empatia, responsabilidade, autoconhecimento e pensamento crítico.
Entre as principais competências trabalhadas estão:
Entender quem você é, seus pontos fortes e as suas vulnerabilidades.
Aprender a lidar e administrar os próprios sentimentos e comportamentos, para alcançar metas e manter a própria motivação.
Desenvolver escuta ativa, comunicação assertiva e cooperação.
Fazer escolhas que sejam seguras, responsáveis e construtivas, levando em conta as necessidades de todos.
Respeitar e valorizar as diferenças: de raça, gênero, religião, cultura, entre outras, além de pensar e agir de forma crítica e ética.
Essas competências vão para além da escola, são fundamentais também para o sucesso na carreira e na vida como um todo.
Trabalhar a educação socioemocional na escola exige intencionalidade e continuidade.
Não se trata de ações pontuais, mas da construção de uma cultura de toda a comunidade escolar que valorize o acolhimento, o diálogo e o desenvolvimento humano.
Estratégias pedagógicas: colocar o aluno no centro do próprio desenvolvimento emocional é fundamental. Isso pode ser feito por meio de estratégias pedagógicas que favoreçam o protagonismo e a reflexão, como o uso de metodologias ativas, sala de aula invertida, projetos colaborativos e atividades baseadas na problematização.
O papel dos professores: mais que ensinar essas habilidades, cabe os professores criar oportunidades para que elas se manifestem naturalmente no dia a dia escolar. Para isso, é essencial que eles recebam formação contínua e suporte pedagógico para conseguir inserir esses princípios de maneira eficaz em sua abordagem pedagógica.
Comunidade escolar: a parceria entre educadores, pais e responsáveis é essencial para construir um ambiente de aprendizagem que valorize e estimule a educação socioemocional.
Com o apoio da escola, as famílias podem participar ativamente desse processo, praticando a escuta ativa, promovendo uma comunicação aberta sobre emoções e estabelecendo limites saudáveis no convívio diário.
Além disso, oficinas, encontros e eventos que envolvem os responsáveis fortalecem essa conexão entre escola e família, gerando um impacto positivo no desenvolvimento integral dos estudantes e na construção de uma comunidade mais acolhedora e colaborativa.
O Conviver e Integrar foi desenvolvido para apoiar escolas e famílias na construção de um projeto pedagógico que coloca o ser humano no centro da aprendizagem.
Mais do que um programa de educação socioemocional, o Conviver é uma proposta de educação integral, que une conhecimento, convivência e valores, preparando os alunos para viverem com propósito e empatia.
Por meio de materiais estruturados, formações contínuas e experiências significativas, o programa orienta gestores, professores e famílias a caminharem juntos na formação de estudantes autônomos, sensíveis e preparados para transformar o mundo.
Com o Conviver e Integrar, a escola amplia sua missão: ensina não apenas a pensar, mas também a sentir e a conviver.
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